quinta-feira, 29 de maio de 2008

O que andei ouvindo


Tudo foi feito pelo Sol, Mutantes, 1974 (Gala, 1997) - Um belo registro da superbanda dos irmãos Dias.
1. Deixe entrar um pouco d'água no quintal (S. Dias/Liminha/Ruy Motta)
2. Pitágoras (Túlio Mourão)
3. Desanuviar (S. Dias/Liminha)
4. Eu só penso em te ajudar (idem)
5. Cidadão da Terra (ibidem)
6. O contrário de nada é nada (S. Dias/T. Mourão)
7. Tudo foi feito pelo sol (S. Dias)
Já tinha o disco em vinyl (ainda tenho), mas como demorei pra consertar meu toca-discos resolvi comprar o cd. Mostra bem o ambiente sonoro daqueles loucos anos 70. Rock progressivo puro. Até os vocais soam como os grandes intérpretes da época (Ian Gillian, Ian Anderson, Jon Anderson, alguma coisa do Plant). Desanuviar e a faixa título possuem aquela grandeloqüência musical e letrística típica das quilométricas músicas do progressivo. É um disco que ouço sempre...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Ouço Joy Division doidivanamente... Dei um tempo nas leituras... A origem das espécies, do darwin, ficou nas primeiras páginas... Deus não é grande, idem... Tirei a antologia do Moacyr Félix da empoeirada estante e reli - acho que treli ou sempiternamente leio - "Fragmentos de um inventário"...

Deixo esse para inquietar quem precisa ser inquietado...


Atemporal



Escuta o tempo!

Ele sibila mais
que a inconstância dos homens
que o controlam,
o distorcem
e o prendem em caixas metálicas.



Boa noite, bom dia...

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Ouvindo "Tears in Heaven", do Eric Clapton...
Para Nildes Pereira (in memoriam)
Não posso dizer que a conhecia pessoalmente, mas posso deixar meu testemunho de sua passagem por estas plagas terrenas. Acho que, contadas a vi umas 5 vezes, nos cumprimentamos umas 4... Não sou da turma do teatro, apenas um mortal que aprecia as manifestações artísticas com olhares curiosos e diria, apaixonado. Das vezes que a vi, muitas delas, do escuro, nas cadeiras do fundo dalguma platéia, entre um e outro olhar na peça que se desenrolava no palco, meus olhos pousavam naquela mulher que ficava sempre perscrutando a recepção da platéia e vez ou outra nossos olhares se cruzavam, porque eu também sou de ficar perscrutando o que vai pela çabeça de quem vê a Arte acontecer no palco. Sempre fui assim e pensei ser o único até que a vi. Não me lembrava do nome dela e foi uma desagradável surpresa quando li na net sobre seu falecimento. A leitura do nome já me deixou apreensivo. E quando vi a foto, pensei algo como: A Arte, O Belo, A Poesia, A Vida está de luto...

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Mini-conto

São passos ou vôos por sobre o oco das palavras?... Não sei, meu caro poeta... Acaso perguntastes ao vento minuano?... Não costumo interpelar sujeitos fugidios... E o que me diz dos interstícios entre o sonho e o movimento rápido e certeiro do olho?... Adoras sofismas, não é mesmo?... Diria antes que procuro respostas... Dá no mesmo... Me passas o chimarrão?... Pois não, amigo, o minuano corta mais que a peixeira dos sertanejos... Dissestes bem, acontece que vim da mata das amazonas... Não me admira... Pelo sotaque?... Não, amigo, é teu gosto pela prosa... ..